Período Regencial

Política: A tendência vencedora após a renúncia de Dom Pedro I foi a dos liberais moderados. Entre eles, deve-se destacar Bernardo Pereira de Vasconcelos, Evaristo da Veiga e o padre Diogo Feijó, futuro regente. Na oposição ficavam os “exaltados”, que defendiam a Federação, as liberdades individuais e em alguns casos a república, e os absolutistas ou “caramurus”, que lutavam pela volta de Pedro I. Havia muita incerteza na vida cotidiana e política.

Medidas: O período regencial foi marcado pela descentralização, com atos como o Código de Processo Criminal, o Ato Adicional e a criação da Guarda Nacional.

Guerra dos Cabanos (1832 – 1835): Pequenos proprietários, trabalhadores do campo, índios, escravos e, no início, alguns senhores de engenho que lutavam pela religião católica e pelo retorno do Imperador, mas não pelo fim da escravidão. A descentralização do período regencial acaba por incentivar disputas entre elites regionais. A Cabanagem explodiu no Pará, região frouxamente ligada ao Rio de Janeiro. Uma contenda entre grupos da elite local sobre a nomeação do presidente de uma província abriu caminho para a rebelião popular. Foi proclamada a independência do Pará e Belém foi conquistada, a partir daí, a revolta se estendeu ao interior da província. A rebelião foi vencida pela tropas legalistas depois de uma série de confrontos.

Sabinada: Revolta que reuniu uma base ampla de apoio em torno de idéias federalistas e republicanas. Após o cerco de Salvador, as forças governamentais, apoiadas pelos senhores de engenho, recuperaram a cidade com embate corpo a corpo.

Balaiada maranhense: Uma série de disputas entre grupos da elite local resultou em uma revolta popular. Os “balaios” chegam a ocupar Caxias, mas as várias tendências existentes resultam em desentendimentos e a ação das tropas do governo central acaba por ser rápida e eficaz.

Guerra dos Farrapos ou Farroupilhas: Revolta dirigida pela elite de criadores de gado do Rio Grande do Sul. Por sua posição geográfica, formação econômica e vínculos sociais, os gaúchos tinham muitas ligações com o mundo platino, em especial com o Uruguai. Por outro lado, a economia rio grandense, do ponto de vista da destinação de seus produtos, estava tradicionalmente vinculada ao mercado interno. Não se pode afirmar com segurança que os farrapos desejavam separar-se do Brasil. Seja como for, um ponto comum entre os rebeldes era o de fazer do Rio Grande do Sul pelo menos uma província autônoma. A posição do governo central foi entremeada de combates e concessões aos rebeldes.

Regência Una: Apareciam em germe os dois grandes partidos imperiais – o conservador e o liberal. O sistema político, porém, ainda não se estabilizara. Nas eleições para regência una, em 1835, o padre Feijó derrubou Holanda Cavalcanti, mas renunciou dois anos depois. Nas eleições seguintes triunfou Pedro de Araújo Lima, candidato da corrente conservador, a favor da centralização política e do reforço da autoridade

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