Sociedade colonial

Raça: Os escravos, que eram considerados juridicamente como coisas, formavam mais de metade da população colonial. Havia escravos que trabalhavam diretamente para o senhor, escravos alugados para prestação e “escravos de ganho” (prestavam serviços ou mercadorias nas ruas e tinham que pagar uma quantia fixa a seus senhores). Os escravos que trabalhavam no campo eram socialmente inferiores aos que trabalhavam na casa grande. Negros brasileiros eram socialmente superiores aos africanos, e quanto mais escura fosse a pele do escravo mais socialmente inferior ele era. Os africanos considerados formalmente livres poderiam ter sua liberdade revogada a qualquer hora.  A escravidão foi uma instituição nacional, penetrou em toda sociedade condicionando seu modo de agir e pensar.

Hierarquia social:  A divisão social – nobreza, clero, povo – era uma característica do Antigo Regime. A transplantação desse modelo, vigente em Portugal, teve pouco efeito prático no Brasil. O quadro social da colônia não foi estático. A atividade de maior prestígio, principalmente nos primeiros tempos, era a de senhor do engenho. Na cúpula da pirâmide social, ao lado da elite de traficantes, ficavam os grandes proprietários rurais e os comerciantes voltados para o comércio externo. Já que os grandes comerciantes não foram incluídos na descriminação imposta em teoria a sua atividade. Os artesões também eram depreciados, pois se considerava o trabalho manual uma atividade inferior. Muitos comerciantes tornaram-se também senhores de engenho no Nordeste, borrando a distinção entre o dois setores. De outro lado, existiam razões potenciais de conflito.

Guerra de Mascates: Ocorreu em Pernambuco, entre 1710 e 1711. A guerra foi entre antigos senhores do Engenho e grandes comerciantes.

Religião: Os súditos da coroa residentes no Brasil eram, por definição, católicos. No entanto, havia os novos católicos, judeus e seus descendentes, que sofriam muita descriminação. Os cristãos novos sempre tiveram um papel relevante na colônia, o que fez crescer a discriminação. Entretanto a inquisição não se instalou em caráter permanente no Brasil.

Sexo: Tradicionalmente, a noção de família na colônia é vinculada ao modelo patriarcal – Uma família extensiva sob a chefia indiscutível de uma figura masculina. Essa noção de família foi muito presente na classe dominante do Nordeste. Já entre a gente de condição social inferior, as mulheres tenderam a ter mais independência. Na região de São Paulo, as mulheres tiveram, por vezes, um relevante papel nas atividades econômicas, enquanto seus maridos viajavam.

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