O Brasil monárquico (1822-1889)

Internacionalmente: A consolidação da independência se deu em poucos anos. Os Estados Unidos reconheceu a independência em 1824. Informalmente ela já era reconhecida pela Inglaterra, que serviu de mediadora no reconhecimento da nova nação por Portugal. Isso ocorreu em agosto de 1825, quando o Brasil aceitou pagar à metrópole dois milhões de libras, que foram emprestados por Londres.

Inglaterra: A nova relação de dependência vinha se formando desde 1808, com a abertura dos portos, e só iria crescer.

A Constituinte de 1823: A independência impunha a tarefa de se construir um Estado nacional para organizar o país e garantir sua unidade. Em maio de 1823 a Constituinte começou a se reunir  no Rio de Janeiro. Logo surgiram desavenças entra Dom Pedro e seu ministro, José Bonifácio e a assembléia, girando em torno de atribuições do poder executivo e do poder legislativo. Em julho de 1823 José Bonifácio foi afastado do ministério e a disputa de poderes acabou resultando na dissolução da Assembléia Constituinte por Dom Pedro. Foram presos vários deputados, entre eles os Andrada.

Constituição de 1824: A primeira constituição brasileira foi imposta ao povo pelo rei. Apesar de representar um avanço na organização de poderes, na definição de atribuições e na garantia de direitos individuais, sua aplicação seria muito relativa. Até porque, a massa popular dependia muito dos grandes proprietários rurais. A constituição definiu o sistema político como monárquico, hereditário, constitucional. Haveria uma nobreza, mas não uma aristocracia. A religião católica permaneceria como a oficial, permitindo-se apenas o culto particular de outras religiões. Mulheres não são citadas, mas as normas sociais as excluíam e analfabetos poderiam votar até 1882.

Confederação do Equador: Em Pernambuco, a dissolução da constituinte faz com que idéias republicanas, antiportuguesas e federativas ganhem ainda mais força. Com figura central nas críticas ao imperador surge Frei Caneca. A contrariedade provocada na província pela nomeação de um governador não desejado abriu caminho para a revolta, chefiada por Manuel de Carvalho. Ele havia pedido ajuda ao Estado americano, invocando a recente Doutrina Monroe, mas não a obteve. A Confederação do Equador foi declarada em 2 de julho de 1824, o levante teve conteúdo acentuadamente urbano e popular. No entanto, não teve condição de se enraizar e de resistir militarmente às tropas do governo, o que levou Frei caneca e outros revolucionários a serem condenados à morte.

Guerra da Cisplatina: Em 1825, uma rebelião regional proclamou a separação do Brasil e a incorporação do futuro Uruguai às Províncias Unidas do Rio da Prata. Esse fato prcipitou a guerra entre Brasil e Buenos Aires. A guerra foi um desastre militar para os brasileiros, vencidos em Ituzaingó, e uma catástrofe financeira para as duas partes envolvidas. A paz foi alcançada com a mediação da Inglaterra, interessada em restaurar as transações comerciais normais que o conflito aniquilara. O tratado de paz garantiu o surgimento do Uruguai como país independente e a livre navegação do Prata e seus afluentes.

Crise Econômica: Os gastos militares com a Guerra da Cisplatina só agravaram problemas econômicos já existentes. Apesar de o volume físico de produtos de exportação, como o café, terem aumentado consideravelmente ao longo da década de 1820, o preço da maioria dos produtos caiu bastante. O Banco do Brasil entrou em dificuldades em 1821, quando o rei retirou o ouro nele depositado ao voltar a Portugal e acabou sendo fechado em 1829. Ocorria uma espécie de inflação.

Noite das Garrafadas: Os brasileiros iam engrossando cada vez mais a crítica liberal, enquanto os portugueses se apegavam a figura do Imperador. Na população urbana e no exército, o sentimento antiluso teve forte poder mobilizador. Além disso, havia uma suspeita de que Dom Pedro I tentaria voltar aos tempos de Reino Unido, pois Dom João VI, rei de Portugal e seu pai, havia morrido. Quando o imperador voltava de uma viagem a Minas, os portugueses resolveram realizar festejos para lhe mostrar seu apoio. Houve reação dos brasileiros, que jogaram garrafas em cima dos portugueses, e tumultos que duraram cinco dias. Em 7 de abril de 1831 Dom Pedro foi forçado a abdicar em favor de seu filho, Dom Pedro II, de apenas cinco anos. O pai partiu então para a Europa para tentar recuperar o trono português.

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