Atividades econômicas coloniais

Diversidade regional: O Nordeste representou o primeiro centro de colonização e de urbanização do Brasil, enquanto o Sul era uma área periférica. Salvador foi capital da nova terra até 1763 e, por muito tempo, sua única cidade importante. A empresa açucareira foi o núcleo central de ativação socioeconômica d Nordeste.

O Açúcar: No século XV era ainda uma especiaria, logo passaria a um bem de consumo em massa. Foi nas décadas de 1530 a 1540 que a produção de açúcar se estabeleceu no Brasil em bases sólidas. Plantou-se cana e construíram-se engenhos em todas as capitanias, sendo a de Pernambuco e a da Bahia os maiores centros. Ambas tinham boa qualidade de solos, adequado regime de chuvas e estavam mais próximas dos centros importadores europeus. A construção e manutenção de um engenho eram operações custosas. A maior parte do crédito provinha de capital estrangeiro, inicialmente. No século XVII, as duas principais fontes de crédito vieram a ser instituições religiosas e beneficentes, além dos comerciantes. Os grandes centros importadores tinham grande poder na fixação dos preços, a pesar dos esforços de Portugal para monopolizar o produto mais rentável de sua colônia. Os senhores de engenho, não eram fidalgos e vários eram novos cristãos. Com o tempo ganharam títulos do Rei, mas não eram hereditários. Com casamentos entre as famílias mais importantes, os senhores de engenho conseguiram estabilizar uma aristocracia de dinheiro e poder. Havia, também, homens humildes trabalhando a terra. Entre 1570 e 1620, não havia concorrência e o comércio do açúcar ia muito bem. A partir daí os negócios se complicaram. Iniciou-se a Guerra do Trinta anos no continente europeu e depois houveram diversas invasões holandesas no Nordeste. Na década de 1630 urgiu a concorrência, nas pequenas ilhas das Antilhas. A formação dos preços fugiu ainda mais da mão de Portugal, e o comércio negreiro português sofreu muito com a concorrência. No fim do período comercial houve um novo salto na produção da cana, devido a medidas tomadas por Marques de Pombal e a eventos internacionais. Por exemplo, a rebelião de escravos em São Domingo, pôs o grande produtor de açúcar e café fora do mercado.

O fumo: Foi a segunda maior atividade destinada a exportação, embora longe de competir com o açúcar.  A grande região produtora localizou-se no Recôncavo baiano. A viabilidade da produção em reduzida escala permitiu a existência de um setor de pequenos proprietários. Ao longo dos anos, cresceu no setor a presença de mulatos.

A criação de gado: Começou nas proximidades dos engenhos, mas a tendência a ocupação das terras mais férteis para o cultivo da cana foi empurrando os criadores para o interior. A pecuária foi responsável pelo desbravamento do “grande sertão”. Foram essas regiões que se caracterizaram por imensos latifúndios, onde o gado se esparramava a perder de vista.

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