Evolução

Teorias:

Fixismo: As diferentes espécies de seres vivos teriam sido criadas assim como se apresentam atualmente.

Lamarquismo: Lamarck era um naturalista que concebeu a idéia de que os seres vivos estão sujeitos a modificações e que as transformações são a tônica da natureza. Lamarck acreditava que as espécies se modificam ao longo do tempo, adaptando-se ao novo ambiente.

Lei do Uso e Desuso: Quando novas necessidades se apresentam, a organização estrutural do indivíduo se altera de modo a torná-lo adaptado ao meio.

Lei da Herança dos Caracteres Adquiridos: As mudanças estruturais causadas pela influência ambiental poderiam passar à prole dos indivíduos, tornando-se, portanto, hereditária.

Críticas: Acredita-se atualmente que o meio somente influencia o fenótipo e não o genótipo, assim, a transmissão de caracteres adquiridos à prole não ocorre.

Darwinismo: Darwin observou que na luta pela sobrevivência apenas os indivíduos mais bem adaptados conseguem sobreviver e se reproduzir, essa é a idéia central da Seleção Natural.

Críticas: Darwin não conseguiu explicar a origem da variabilidade na prole dos seres vivos, pois naquela época se sabia muito pouco sobre a transmissão da herança.

Teoria sintética da evolução ou neodarwinismo: Explica as principais fontes da variabilidade genética, a recombinação gênica (através de reprodução sexuada e crossing-over) e as mutações causais, que são aleatórias e raras, podem ter três efeitos básicos:

  • Mutação benéfica: cria variedades mais aptas, que serão preservadas pela seleção natural.
  • Mutação deletéria: Diminui as adaptações do indivíduo, sendo este descartado pela seleção natural. No entanto, mutações deletérias podem ser mantidas na espécie se o gene for recessivo.
  • Mutação neutra: Não altera a adaptabilidade do indivíduo, sendo mantida se o resto do conjunto gênico for bem adaptado.

Ação da seleção: A seleção vai preservar os conjuntos gênicos mais aptos.

O que é evolução: É o aparecimento de novos conjuntos gênicos, pela mutação, recombinação gênica e ação da seleção natural.

Mutacionismo: Segundo esta teoria, as mutações poderiam provocar mudanças drásticas no fenótipo de uma população, levando a mudanças bruscas e uma evolução mais rápida.

 

 

Evidências da evolução:

Paleontologia: Os fósseis são restos ou impressões deixados por animais que habitaram a Terra no passado. Em alguns casos, pode-se verificar, através do registro fóssil, como uma determinada espécie evoluiu ao longo do tempo.

Anatomia comparada: Diferentes espécies de seres vivos, muitas vezes, morfologicamente diferentes, podem apresentam uma semelhança anatômica explicada pela ancestralidade comum entre ambas.

Obs.: Homologia: Semelhança anatômica, denotando o grau de parentesco evolutivo.

Analogia: Semelhança funcional, relacionada à adaptação ao mesmo tipo de meio.

Embriologia comparada: O desenvolvimento embrionário reflete a história evolutiva das espécies. O embrião muitas vezes possui estruturas que seus antepassados possuíam e que não existem mais atualmente.

Órgãos vestigiais: O estudo da anatomia comparada pode revelar a existência de órgãos rudimentares ou vestigiais, caracterizados pelo reduzido tamanho e grau de importância.

Biogeografia: Muitas vezes encontramos seres anatômica e fisiologicamente muito semelhantes em ambientes totalmente diversos e, muitas vezes, separados por barreiras geográficas intransponíveis. Isso pode ser explicado não só pela evolução biológica, mas também pela evolução da Terra, que se modifica com o deslocar da placas tectônicas.

Bioquímica e biologia molecular: As semelhanças entre as sequências de DNA e das proteínas de diferentes seres vivos pode ser explicada admitindo-se que estes tenham ancestralidade comum.

 

Causas da variabilidade

Fatores ambientais: Atuam como selecionadores das variedades mais aptas, pois não causam variação no genótipo, com exceção das mutações induzidas por agentes mutagênicos.

Mutações: Modificam o genótipo, podendo ser de dois tipos:

Mutações gênicas: Promovem pequenas alterações na sequência de DNA. Frequentemente ocorrem durante a replicação do DNA e seus efeitos dependem de qual região é afetada. Podem ocorrem por substituição, adição ou deleção de um nucleotídeo.

Mutações cromossômicas: Envolvem cromossomos inteiros ou parte deles, são geralmente causadas por erros no crossing-over.

*Alterações estruturais Ocorre deleção, translocação, inversão ou duplicação de genes.

*Alterações numéricas envolvem perda ou ganho de cromossomos inteiros, ou numero total (euploidias) ou no numero de um cromossomo (aneuploidias).

Recombinação gênica: Promove o rearranjo de sequências gênicas pré-existentes, podendo formar um conjunto gênico mais apto, ou por reprodução sexuada ou por meiose e crossing-over.

 

Seleção e adaptação

Tipo de seleção:

Seleção estabilizadora: Atua quando as condições ambientais são constantes, preservando o tipo médio.

Seleção direcional: Atua quando o meio muda, preservando um extremo.

Seleção disruptiva: Ocorre quando a população é submetida a pressões seletivas opostas, preservando dois extremos.

 

O teorema de Hardy- Weinberg

Frequência de genes em uma população: Em uma população há genes A e a, e alelos AA, aa e Aa. P é a freqüência de A e q é a freqüência de a, logo Se houver um cruzamento de toda a população a frequência de indivíduos AA será , a frequência de indivíduos aa será , e a frequência de Aa será , logo .

Ex: em mil cães, há a cor negra, condicionada pelo gene dominante N e a cor cinza, condicionada pelo gene recessivo n. De mil cães há 90 cães cinzendo, qual o número de cãezinhos homozigoto pretos?

 

90 → nn

910 → NN ou Nn

– frequência de nn = 90/1000 = 0,09

= 0,09 → q = 0,3

 

p + q = 1

p = 0,7

– frequência de NN → =  = 0,49

Há 490 cães pretos homozigotos.

 

Equilíbrio gênico: As freqüências gênicas não se alteram ao longo das gerações, desde que não ocorram mutações, não atue a seleção natural, a população fique isolada, seja grande e pamítica (todos os cruzamentos se dêem ao acaso).

 

 

 

 

Especiação: Consiste na formação de uma nova espécie.

Espécie: Conjunto de indivíduos semelhantes que podem cruzar na natureza e gerar descendência fértil.

Isolamento geográfico: Ocorre quando duas espécies são isoladas por uma barreira geográfica.

Isolamento reprodutivo: Ocorre quando indivíduos de espécies diferente convivem, porém, não geram descendentes.

 

Mecanismos de isolamento reprodutivos:

 

– Mecanismo pré zigóticos: impedem a formação do zigoto. Como períodos reprodutivos em épocas diferentes, incompatibilidade anatômica, comportamentos diferentes, comportamentos pré-copulatórios diferentes ou não ocorre atração química entre os gametos.

– Mecanismos pós zigóticos: Ocorrem após a formação do zigoto, pode ser uma inviabilidade do embrião ou a infertilidade do hibrido.

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